ENTREVISTA: O ILUSTRADOR SANTIAGO RÉGIS FALA SOBRE E-BOOK'S



Conheça aqui os e-book's

Minhas experiências com e-books ainda estão engatinhando. Nem por isso perco o interesse pelo assunto, pelo contrário. Atualmente tenho dois projetos na praça: "A parlenda da Menina Rima" e "Visitas a Santiago", em parceria com a artista e poetisa Dheyne de Souza. Por enquanto meus e-books estão sendo disponibilizados em pdf, mas já estudo outros formatos.
 Recentemente fui convidado pelo pessoal do Pólo Sou de Minas, Uai!, a quem já tenho parceria de longa data, para comentar um pouco sobre minha experiência com esse formato de livro digital tão comentado ultimamente.
Pólo Sou de Minas, Uai! : Quais são as vantagens do e-book, em sua opinião?

Santiago Régis : As principais vantagens são espaço e multimídia. É muito favorável para o leitor, ter uma centena de livros do seu e-reader (leitor de e-book) guardado na bolsa. Convenhamos que por mais prazerosa que seja a leitura, não há coluna que agüente uma centena de livros impressos na bolsa.
Quanto ao assunto multimídia, os efeitos visuais podem ser muito mais eficazes para complementar o texto. Sem contar que além de imagens, outros recursos estão disponíveis. Sendo assim, uma história pode conter texto, imagem, animação, áudio, ilustrações e etc. Claro que isso não significa que seja melhor que o livro impresso, é apenas outra linguagem. 
PSMU : Como o ilustrador pode se apropriar dessa nova ferramenta?

SR: Como um novo campo a ser explorado. É uma nova possibilidade de trabalho.

PSMU : Como funcionam as questões ligadas a direitos autorais no uso do e-book?

SR : Bom, não posso responder de forma enfática. Mas imagino que essas questões sejam bem próximas dos livros impressos. Imagino que o autor deva ganhar sua porcentagem nas vendas de acordo com o direito autoral.

PSMU : Como você decidiu trabalhar com essa nova linguagem?

SR : Comecei a trabalhar testando diagramações de alguns projetos pessoais usando o InDesign. Depois de finalizar esses projetos, decidi compartilhar. Entretanto os meus e-books ainda são bastante primários. Até agora estou disponibilizando em formato pdf (e logo logo também em epub). Contudo a linguagem e-book é muito mais ampla, não se restringe a um só formato.

PSMU : Você pretende continuar investindo na criação e divulgação do e-book?

SR: Sim, cada vez mais. Estou muito interessado em estudar como este formato se comportaria na própria internet, não só a disposição de e-reders, experimentando outros formatos. Outro dia, lendo a Revista Emília, vi um artigo apresentando os novos livros no universo do iPads e um em especial chamou minha atenção tanto pela história quanto pelos recursos narrativos: The fantastic flying books of Morris Lessmore, da Moonbot. Gostei bastante do resultado e acredito que o livro digital possa caminhar para alguma coisa deste tipo. Além de tudo deve haver uma preocupação sobre como tratar o livro: se será priorizado sua função de livro, ou de jogo. Acho que os todos os efeitos de um e-book devem estar a favor da narrativa.

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